JIC 2010 - Enfoque Internacional Sobre o Terrorismo
Jerusalém, 09 de Junho de 2010
Sessão III
Durante o segundo dia da Conferência Internacional Jerusalém 2010, “A luta contra o terrorismo” foi o tema central da jornada.
Alex Ben Zvi, destacado diplomático israelense, diretor da Divisão da América Latina do Ministério do Exterior de Israel, o qual tem uma vasta experiência neste tema, foi o moderador do fórum. Ele expôs pesquisas e documentários concretos e de campo de como o terrorismo se desenvolveu nos últimos anos e suas implicações nas relações internacionais.
“Não há uma definição internacional do que é terrorismo, e isto dificulta o trabalho para lutar contra ele”, explicou Alex Ben Zvi. Entretanto, explicou que há cinco caminhos para lutar contra o terrorismo: a diplomacia, como uma arma importante e eficaz; a luta contra o financiamento internacional do terrorismo; a inteligência e a investigação; a luta e a guerra para erradicar o terrorismo e a criação de leis nacionais e internacionais contra o terrorismo e sua aplicação.
Posteriormente, o argentino Alberto Nisman, Fiscal Geral do caso AMIA (um dos mais conhecidos ataques terroristas iranianos na Argentina), expôs detalhadamente todos os elementos comprobatórios que evidenciam o governo do Irã como o mentor desse ataque e o grupo terrorista Hezbolá como o braço executor. Um detalhe interessante é que até depois de 10 anos, esta investigação minuciosa obteve todas as provas necessárias para afirmar quem foram os autores intelectuais e materiais deste fato terrorista.
Uma das conclusões é que o Irã planejou o ataque contra a AMIA (Associação Mútua Argentina Israel) porque a Argentina, nos anos 90, fez mudanças na sua política internacional e suspendeu os contratos de cooperação tecnológica e intercâmbio nuclear com esse país. Em represália, o Irã executou estes atentados terroristas nos quais dezenas de pessoas morreram. Nisman revelou com provas e testemunhos os mistérios em torno do planejamento deste e de outros atentados na Argentina.
Alberto Nisman concluiu explicando que é necessário exercer uma forte pressão e reafirmar o compromisso da comunidade internacional contra o terrorismo, para exigir ao governo iraniano a entrega das pessoas responsáveis por estes fatos. Segundo ele, infelizmente não obtiveram este apoio internacional necessário para dar um exemplo mundial de justiça diante de ataques terroristas.
Também com uma brilhante exposição sobre diversas pesquisas internacionais sobre o terrorismo, o Dr. Ely Karmon - importante pesquisador acadêmico do Instituto Internacional contra o Terrorismo em Israel e escritor sobre violência, terrorismo e destruição em massa - demonstrou o uso do terrorismo pelo governo do Irã sob o conceito de exportação da revolução islâmica, que tem como alguns de seus objetivos lutar contra o imperialismo mundial, contra a democracia liberal, e especialmente contra Israel.
Com documentação obtida através de anos de investigações, e analisando numerosos elementos visuais sobre símbolos iranianos, do Hezbollá e de outras organizações, o Dr. Karmon afirmou que a hegemonia sobre o Oriente Médio para ser uma potência global são motivações para que o Governo do Irã sabote, atualmente, o processo de paz entre Israel e Palestina, desde o acordo de paz firmado na década passada.
O público presente, constituído por numerosos parlamentares, peritos em leis, jornalistas e educadores da América Latina e Europa, participaram ativamente ao final deste fórum, opinando sobre estes temas e especialmente comprometendo-se a mostrar estes fatos para evitar o avanço das ideologias terroristas que minam a paz mundial, especialmente na América Latina.
Imprensa Amisrael
Fotos: José Tilleria