JIC 2010 - Jerusalém: a capital de Israel e da tolerância
Jerusalém, 8 de Junho de 2010.
Jerusalém pode ser a capital de dois países? Com essa pergunta iniciou-se o ciclo de fóruns da Conferência Internacional Jerusalém 2010.
O embaixador da Argentina em Israel, Atílio Norberto Molteni, fez a introdução ao tema “Jerusalém: cidade unificada ou capital de dois Estados” com uma série de informações gerais sobre a história dessa cidade milenar e a origem da discussão sobre se é a capital de dois estados (Israel e Palestina). Segundo ele, enquanto as partes envolvidas não chegarem a uma solução pacífica e consensual, embaixadas de diversas nações não poderão se instalar na capital.
A dissertação sobre este tema coube a Benny Elon, ex-ministro do Estado de Israel e membro da Knesset, e ao Dr. Mordechair Kedar, pesquisador associado e conferencista do Departamento de Estudos Árabes da Universidade de Bar Ilan.
Jerusalém é o centro do coração do povo de Israel
Ressaltando que a paz é um dos valores mais importantes e que toda nação a necessita, Benny Elón afirmou que, apesar de o povo hebreu estar espalhado pelo mundo inteiro por mais de dois milênios, conservou sua cultura, seu idioma e seu ideal de voltar à sua terra prometida. Como autor de várias publicações referentes à problemática da cidade de Jerusalém, garantiu que a base desta discussão tem a ver com as características religiosas e históricas desta cidade.
Segundo Benny Elón, é muito pesaroso para os israelenses que os estados e nações digam que sua embaixada está em Tel Aviv e não em Israel, pois isso quer dizer que não reconhecem Jerusalém como capital de Israel.
Este conferencista é um firme defensor da tese segundo a qual não há nada para ser negociado com relação a Jerusalém, pois para este povo isso não é uma questão aberta para discussão se é ou não a capital de Israel, mas que é uma capital de tolerância e que é aberta a todas as religiões. Um lugar onde se respeita as crenças e é uma cidade aberta para que todos tenham seu lugar de adoração. Mas o Estado de Israel demanda sua soberania sobre Jerusalém e para eles não será dividida.
Benny Elón convidou os presentes a descobrir a história sobre este tema para que sobre essa base estendam a mão ao povo de Israel, para entender suas verdades e desafios, e também para ter amor pelo povo de Israel.
O Dr. Mordechair Kedar, especialista em pesquisas e estudos sobre os árabes, baseou sua palestra na história sobre a origem da cidade de Jerusalém e sobre a real importância que tem para os israelenses e muçulmanos. Ele informou que o nome da cidade de Jerusalém aparece diversas vezes no livro sagrado dos judeus, enquanto não é mencionado no livro sagrado dos muçulmanos, o que coloca em discussão sobre quem tem direito a declará-la como capital de Estado.
Seguindo a mesma linha do conferencista anterior, ele afirma que a base de toda esta discussão é histórica e teológica, especialmente quando não há nenhum documento impresso que fale sobre a existência do povo palestino antes de 1924.
Por último, o Dr. Kedar garantiu que os meios de comunicação são determinantes para o conhecimento vivo sobre este tema e outros relacionados com a coexistência pacífica entre o Estado de Israel e a Palestina, pois a deturpação das informações faz a opinião pública se voltar contra o povo de Israel e a favor da causa palestina.
Ainda que esse fórum não tenha sido conclusivo para buscar uma solução para disputa internacional pela cidade de Jerusalém, ele abre possibilidades para que se gere uma discussão mais ampla sobre as razões do porque o povo de Israel reclama Jerusalém como sua capital.
Imprensa Amisrael
Fotos: José Tilleria
