A Cultura de Paz é a Matéria em Pauta

junho 17, 2010

A AMISRAEL deu início a uma série de palestras focadas no ensino da cultura de paz como um instrumento positivo na construção de um mundo pautado na não-violência, no respeito ao próximo e no cuidado do nosso planeta, a fim de conter a violência e a destruição do ser humano e do planeta Terra. As palestras aconteceram na Escola Estadual Papa João Paulo I, no bairro Boa Vista, em Curitiba, nos dias 15, 16 e 17 de junho, tendo alcançado alunos do primeiro, segundo e terceiro anos do ensino médio.

 

A palestra mostrou aos alunos que a forma mais eficaz de melhorar o mundo é melhorando o ser humano, para o qual, o ser humano precisa se conhecer, a fim de identificar os pontos positivos ou negativos que pode expressar através de palavras ou ações, e como isso influencia às demais pessoas. Para isso foi usado um estudo da psicologia que ensina as oito funções da personalidade: sentimento, pensamento, deliberação, decisão, pensamento, ação, hábito, caráter e destino. Com base nesses princípios é possível que cada ser humano ao se conhecer melhor possa se auto-educar para a paz, mantendo bons pensamentos, tomando boas decisões, praticando boas ações, formando bons hábitos, e, por fim, obtendo um bom caráter, que definirá o destino da pessoa de uma forma positiva.

 

Como hoje a maioria das pessoas está recebendo pelos diversos meios de comunicação uma cultura de guerra, fica fácil entender porque o ser humano tem despertado em si o lado mais agressivo, violento e intolerante, de modo que começa a haver um desequilíbrio muito acentuado e visível nas pessoas. Isso pode ser comprovado no trânsito, nos esportes, nas escolas, entre outros, onde se percebe que o ser humano está em seu limite, tendo se tornado um catalisador de energias negativas que são provindas das mais diversas fontes.

                            

Entende-se que se uma atitude não for tomada, de modo a conscientizar cada pessoa de sua responsabilidade na implementação e manutenção da cultura de paz, poderemos perder as rédeas, e a violência pode tomar rumos extremos e sem precedentes. Por isso a necessidade de cada um assumir seu papel no mundo, a fim de frear o avanço da violência, do preconceito e do anti-semitismo, e, ao mesmo tempo, reprogramar o ser humano, a fim de que este seja um catalisador de energias positivas, vindo a ser também um propagador destas.

 

Os alunos puderam preencher uma enquete com perguntas relacionadas ao tema, bem como deixarem sua sugestão ao fim da palestra. Num total de 218 alunos, apenas 4 disseram não ter se identificado com o tema, dando um total de aceitação de 214 alunos que aceitaram a proposta apresentada. Os alunos também receberam a cartilha dos agentes da paz, podendo se cadastrar como novos voluntários para a implementação da cultura de paz, bem como um certificado de participação.

 

No dia 17, a palestra foi por conta do rabino Pablo Berman (líder espiritual da Comunidade Israelita do Paraná) que abordou o tema do Holocausto, a pedido de uma das salas em especial. Através da palestra, o rabino mostrou de forma cronológica como cada coisa foi se desenvolvendo até chegar à “solução final” que o nazismo levou a cabo, tendo exterminado seis milhões de judeus, mostrando assim que o Holocausto não foi uma coisa que aconteceu da noite para o dia, senão que, segundo ele, o povo tinha que ser preparado para aceitar uma matança generalizada do povo judeu sem que isso ficasse conotado como algo cruel e desumano.

 

O rabino mostrou imagens que foram usadas desde os tempos da Idade Média até os anos do Holocausto, que buscavam denegrir a imagem dos judeus perante a sociedade e a religião, mostrando-os como os responsáveis por todos os problemas do mundo, principalmente após a Primeira Guerra Mundial. Tal forma de propaganda anti-semita semeou nos corações o ódio extremo pelos judeus, dando início ao que logo seria conhecido como o maior crime já cometido contra a humanidade. Segundo o rabino, após as pessoas aprenderem a odiar a uma pessoa ou a um povo, fica fácil tomar atitudes extremas a fim de eliminar o que tais pessoas consideram ser a causa de todo o mal. Dessa forma Hitler conseguiu o apoio das massas e pôde pôr em prática seu plano de extermínio sistemático.

 

Pablo Berman ainda salientou que Hitler não foi uma pessoa esperta que tenha criado uma nova forma de anti-semitismo, senão que, usou as mesmas táticas utilizadas em tempos passados, como no tempo das Cruzadas e na Inquisição. Após esta explanação, o rabino alertou para as formas hoje utilizadas pelos neonazistas, onde muitas ainda seguem o mesmo padrão, enquanto outras tomam uma nova vestimenta, uma nova roupagem.

 

Uma exposição com dez gravuras sobre o Holocausto ocupou o refeitório da escola, onde os alunos e professores puderam acompanhar como o movimento anti-semita se desenvolveu.

 

A pedido da diretoria e da coordenação pedagógica da escola, as palestras continuarão por todo o tempo que seja necessário, a fim de alcançar a todos os alunos. Além das palestras, a AMISRAEL também pretende realizar atividades de caráter esportivo, artístico, cultural e educacional em parceria com a escola, permitindo que os alunos ponham em prática aquilo que forem assimilando na teoria. Esse trabalho estará sendo realizado em escolas de Curitiba e região metropolitana, a fim de colocar as escolas destas cidades como um modelo a ser seguido por todas as demais.

 

GALERIA DE FOTOS

 

 

 

 

 

 

 

Matéria: Alfredo Mocelin Jr.

 

Fotos: Daniel Martins

 

 

Share and Enjoy:
  • Print
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google Bookmarks
  • Blogplay