HOMENAGEM ÀS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO
Mensagem do Presidente - Amisrael
Janeiro - 2010
“Na primeira noite, eles se aproximaram e roubaram uma flor do nosso jardim, e não dissemos nada.
Na segunda noite, já não se esconderam, pisaram nas plantas do jardim e mataram nosso cachorro. Mas, por temor, não dissemos nada.
Até que um dia, o mais fraco deles entrou sozinho em nossa casa, roubou-nos a luz e, conhecendo nosso medo, arrancou a voz da nossa garganta. E não pudemos dizer mais nada.”
Logo depois de Adolf Hitler ser nomeado chefe do governo alemão, deu-se início a um programa xenofóbico minucioso contra o povo judeu.
O primeiro passo foi começar perseguições contra os comunistas, social-democratas e judeus.
Como o mundo temia os comunistas, decidiram se calar, pois não podiam enaquecer um governo que enfrentava o comunismo.
A partir daí, dia após dia, uma nova medida era aplicada, como tirar dos judeus a cidadania alemã, expulsá-los dos empregos públicos, obrigá-los a usar a estrela amarela para diferenciá-los dos cidadãos e um sem-número de decisões tomadas com força de lei.
Aos olhos do mundo, não havia nada suficientemente motivador para intervir contra o governo nazista. Ao contrário, novos tratados e acordos internacionais eram assinados com Berlim.
No dia 9 de novembro de 1938, conhecido como a Noite dos Cristais Quebrados, os nazistas quebram os vidros das casas e dos comércios judeus. Nessa noite, começa o Holocausto.
Como não houve censura por parte de qualquer país, os nazistas perceberam que já não havia limite para pôr por obra tudo o que fosse necessário para solucionar o problema judeu.
Três dias depois, todas as crianças judias foram expulsas das escolas.
São estabelecidos os guetos e os judeus, homens, mulheres, crianças e idosos, todos são confinados sem mantimentos e sem dignidade.
Diferentes campos de concentração foram sendo construídos, e muitos deles se converteram em campos de extermínio.
Para aquele tempo, as vozes dos países vizinhos da Alemanha já tinham sido arrancadas de suas gargantas, pois as invasões fortaleciam a hegemonia do Terceiro Reich.
Não fosse pelas forças de resistência, que começaram de maneira tímida e logo tomam lugar em diferentes áreas, como no Gueto de Varsóvia e na Dinamarca, a Solução Final teria sido concluída com êxito, e já não teríamos nem UM judeu para nos contar a história.
Sessenta e cinco anos depois da queda desse projeto genocida, restam a vasta documentação histórica e a memória viva dos sobreviventes para nos ensinar até onde pode chegar a intolerância.
Negar ou relativizar o Holocausto é como pisar no jardim de nossa casa.
A diferença é que decidimos não nos calar diante do mínimo indício de preconceito, racismo ou intolerância.
No mês que as Nações Unidas convidam os povos a render uma homenagem às vítimas do Holocausto, a Amisrael se solidariza com o povo judeu e trabalha para que o Estado de Israel continue sendo um símbolo de esperança.
Am Israel Chai!
